Vasco se apequena e perde por 2 a 0 para o Flamengo pelo Carioca.

Com dois gols de Bruno Henrique, Flamengo supera Vasco e sai na frente na final do Carioca
Rubro-Negro atua melhor no Nilton Santos e agora pode até perder por um gol de diferença para ser campeão.

O Flamengo foi superior e mereceu vencer o Vasco. Bruno Henrique fez três gols – um deles anulado pelo VAR – e se transformou no nome do jogo.

Este foi o resumo do 2 a 0 pela primeira partida da final do Carioca, neste domingo, no Nilton Santos, que ainda teve Arrascaeta (a surpresa de Abel Braga na escalação) e Fernando Miguel (com ao menos três grandes defesas) como outros destaques da tarde.
Como fica?
O regulamento não prevê gol qualificado como critério de desempate. Com o 2 a 0 adverso, o Vasco precisa ganhar por três gols de diferença, no próximo domingo, no Maracanã, para ser campeão. O Flamengo pode perder por até um gol ou empatar para levantar a taça. Caso o Cruz-Maltino repita o placar, a decisão vai para os pênaltis.

Arrascaeta comanda o Fla
Se Bruno Henrique fez os dois gols, Arrascaeta comandou o Flamengo. O meia uruguaio ganhou chance na vaga de Diego e teve atuação destacada. Ao lado de Éverton Ribeiro, criou boas chances ofensivas. A verdade é que, ao marcar adiantado, a equipe de Abelão encurralou o Vasco no campo defensivo, especiamente no segundo tempo. Teve mais posse de bola (65% a 35%), mais finalizações (24 a 8) e chances de gol (9 a 3). A diferença técnica entre os dois times ficou evidente e não fosse o goleiro Fernando Miguel o placar seria mais elástico.


Fernando Miguel salva o Vasco.


A estratégia de Alberto Valentim de explorar os contragolpes não deu certo. O Vasco não teve força ofensiva e ameaçou em chutes de fora da área, basicamente. Exceção à cabeçada de Marrony, que acertou o travessão. Teve no goleiro o grande destaque. Ele fez três boas defesas.

O VAR anula gol e sofre pane
Aos 25 minutos do segundo tempo, Burno henrique teve gol anulado por impedimento na revisão pelo VAR. O árbitro Rodrigo Nunes de Sá entendeu que houve irregularidade. Porém, o comentarista PC de Oliveira opinou que o lance deveria ser validado pois, ao tentar cortar a bola, Werley iniciou nova jogada. Pouco tempo, por conta de uma pane elétrica na sala no Nilton Santos, o sistema deixou de funcionar.
Clássico é com Bruno Henrique
Bruno Henrique é iluminado quando enfrenta rivais. Até este domingo, ele havia marcado dois gols contra o Botafogo e um diante do Fluminense. Com os dois sobre o Vasco, entrou na história.

Diego Alves (GOL): trabalhou mais com o pé do que com as mãos. Na bola que Marrony acertou o travessão do Fla, apenas precisou acompanhar. Nota: 6,5

Pará (LAD): se apresentou muito no ataque e foi uma boa alternativa para as jogadas de linha de fundo. Na defesa teve bastante trabalho com Marrony e algumas vezes levou a pior no mano a mano. Nota: 6,5

Léo Duarte (ZAG): teve um duelo particular com Maxi López e foi bem, não deixou o argentino ter liberdade nem para fazer o trabalho de pivô. Nota: 7,0

Rodrigo Caio (ZAG): ótima atuação. Ganhou todas por cima e por baixo na defesa, e nas bolas paradas levou perigo ao gol do Vasco. Nota: 8,0

Renê (LAE): fez bem seu papel na defesa e se apresentou bastante na frente para dar suporte aos meias. Conseguiu alguns bons lançamentos que viraram lances de perigo para o adversário. Nota: 6,5

Cuéllar (VOL): implacável na marcação, foi outro que ganhou todas as disputas diretas e distribuiu bem o jogo. É o ponto de equilíbrio da equipe. Nota: 7,5

Willian Arão (VOL): cumpriu bem sua função tática e foi um bom coadjuvante para os meias mais ofensivos do Fla. Teve chances de fazer gol ao aparecer como elemento-surpresa, mas não acertou o alvo. Nota: 6,5

Everton Ribeiro (MEI): foi mais uma vez o motorzinho do Flamengo, quem conduziu a bola e achou os espaços para fazer o time jogar. Sem Diego, atuou mais centralizado e não deixou o nível cair. Nota: 7,5

Arrascaeta (MEI): aproveitou bem o voto de confiança dado por Abel, que deixou Diego no banco. Com muita qualidade técnica e habilidade, criou boas jogadas e mostrou ter bom entendimento com Everton Ribeiro. No segundo gol de Bruno Henrique, teve todo mérito. Roubou a bola, levou na linha de fundo e cruzou. Nota: 8,0

Bruno Henrique (ATA): atuou tanto aberto pela ponta quanto centralizado, como um centroavante. Incansável, atormentou a defesa vascaína e levou a vantagem por ser mais veloz do que os marcadores. Mostrou oportunismo no lance em que marcou seus dois gols e provou que é decisivo em clássicos. Ainda teve um gol mal anulado. Nota: 8,0

Gabigol (ATA): ao contrário de suas últimas partidas, alternou o posicionamento entre ponta direita e centroavante. Mostrou a garra de sempre, reclamou bastante com o árbitro, mas não brilhou. Nota: 6,5

(Vitinho – ATA): entrou no lugar de Gabigol aos 34 minutos do segundo tempo e não teve muito tempo de produzir. Exagerou em alguns lances em que tentou jogadas individuais. Nota: 6,5

(Diego – MEI): entrou no lugar de Everton aos 38 minutos do segundo tempo e, com a vitória já encaminhada, participou mais com toques para o lado para gastar o tempo, mas nos minutos finais fez uma grande jogada individual que quase resultou no terceiro do Fla. Nota: 6,5

(Lincoln – ATA): entrou no lugar de Arrascaeta aos 46. Sem nota.

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